Rápido como um relâmpago, intenso como um trovão. Devastador como um ciclone, forte como um vendaval. Mas claro e brilhante como a luz do sol nascente.
E foi assim, como um piscar de olhos. Você surgiu, quase caído do céu, e consolidou tudo aquilo que eu moldei, que eu aprendi. Você me mostrou o caminho que eu já havia mapeado, mas não tinha coragem de seguir.
E sem pedir nada, me deu tudo.
Pouco de material tive de você até agora. E, honestamente, é a última coisa que eu espero ter. Afinal de contas, nada palpável poderá representar o todo abstrato que compartilhamos em tão pouco tempo.
Tempo. Ah, esta entidade tão cruel e relativa, incógnita e definitiva...
E eu diria que, ao seu lado, nem todo o tempo do mundo seria suficiente para mim - já que três eras inteiras passariam como um curta-metragem em sua presença.
Presença essa que se faz constante e necessária, quase vital.
"The day after you stole my heart, everythimg I touch told me it would be better shared with you."
Enquanto alguém diz isso através dos fones de ouvido, minha mente parece voar através dos momentos que dividimos e somamos. Momentos tão sublimes, que poderiam ser etéreos, se não fossem tão materiais.
E neste misto, entre o real e o astral, ficam as memórias que faço questão de guardar.
O gosto do barbecue, o vidro molhado e embaçado; o barulho do chuveiro, o suor escorrendo pelo meu pescoço; O calor das suas mãos sobre minhas costas, a textura da sua pele sob meus dedos;
O seu cheiro misturado ao meu na minha camisa, seus olhos fechados enquanto eu passo a mão pelo seu cabelo; seus suspiros enquanto eu deslizo pelo teu pescoço, seu abraço protetor; seu olhar de apreço, suas piadas infames.
Você abrindo a porta para mim, como quem me introduz a um novo caminho; você reparando minha maquiagem e meu esmalte, como quem zela por cada centímetro meu; você apertando o abraço, como se quisesse que sejamos um só; você me fazendo rir, querendo apenas meu bem estar; você me ouvindo, como quem se importa com o que eu digo.
E acima de tudo, seu sorriso, sua voz... Você.
Você, e todas as sensações que provoca. Desde o mais libidinoso dos arrepios, à mais pura admiração. Desde o vício mais perverso de te ver, ao mais incondicional dos sentimentos.
Você, que surgiu do nada, materializado do ar... Exatamente quando eu mais precisava de oxigênio novo. Você, que veio definir minha vida, marcar duas fases diferentes.
Como você mesmo gosta de dizer, minha vida começa agora.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
"Quando você menos esperar, vai cair do céu. Você vai ver."
Para alguém apelidada de "Icequeen", tais palavras pareciam, na melhor das hipóteses, absurdas. "Cair do céu"... Isso merecia minha melhor gargalhada, sempre preenchida de descrença e deboche.
Principalmente se o assunto era pessoas. Pessoas não caem do céu como chuva. Pessoas são conquistadas, cativadas, mantidas, libertadas.
Pessoas não aparecem do nada para mudar sua vida.
Mas para a minha sorte, pessoas mudam de ideia... Inclusive eu.
Felizmente, pude compreender que as coincidências existem. Mas não simplesmente por existir... Sempre há um porquê.
Para alguém apelidada de "Icequeen", tais palavras pareciam, na melhor das hipóteses, absurdas. "Cair do céu"... Isso merecia minha melhor gargalhada, sempre preenchida de descrença e deboche.
Principalmente se o assunto era pessoas. Pessoas não caem do céu como chuva. Pessoas são conquistadas, cativadas, mantidas, libertadas.
Pessoas não aparecem do nada para mudar sua vida.
Mas para a minha sorte, pessoas mudam de ideia... Inclusive eu.
Felizmente, pude compreender que as coincidências existem. Mas não simplesmente por existir... Sempre há um porquê.
Fly, fly to the stars.
As portas dos outros apartamentos batiam raivosas, descontando os empurrões que as rajadas de vento lhes davam. Tocava alguma música calma no home theater, que se confundia com os sons reconfortantes dos carros passando na rodovia. A casa tinha cheiro de bolo recém-assado, haviam trovões iluminando o céu cinzento.
Mas nenhum dos sentidos gritava tanto quando o tato. Tudo o que acontecia ao redor importava menos que o frio trazido pelo vento forte. Então, abriu mais a janela, subiu na cama, fechou os olhos… E voou.
Por um instante, pensou ter pulado. Esperou o choque contra o chão, os gritos de algum voyeur que estivesse se satisfazendo naquele momento. Esperou o trauma, a escuridão. Aguardou aquele sentimento que se tem quando o ser abandona sua vida, as lágrimas ao redor de seu inerte e modesto corpo. Mas nada disso veio. O chão não chegou, e muito menos o fim. Então se deu conta que seus pés ainda tocavam o colchão, e que o voo, na verdade, era só o vento que passava veloz agitando seus cabelos.
Fazia frio, pela primeira vez em muito tempo. Estranho, frio no verão.
E por alguma razão, havia ali uma lágrima, insistente, ousada. Corria mansa e destemida junto ao nariz, e parecia aquecer o corpo inteiro. Ela era um sinal de descontrole, desequilíbrio.
Havia alguma coisa errada, mas o quê? Talvez tudo estivesse errado, ela sabia.
As lágrimas foram sucessivas, encorajadas por aquela desbravadora, que parecia ter sumido há tanto tempo.
Percebeu que não tinha forças para compreendê-las. Ou melhor, não tinha forças nem para secá-las.
Deixou-se cair no colchão atrás de si, descomposta, exausta.
“Voar cansa”, pensou. “Mas não há melhor maneira de chegar ao topo, quando não se consegue usar as pernas.”
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Gyn.
Fazia um calor descomunal, como já era de costume. O sol brilhava em um céu azul, límpido e majestoso. O ar mantinha aquele cheiro de cidade que ela aprendera a amar. O ônibus atrasara os rotineiros 15 minutos, e percorreu o mesmo caminho de sempre.
Todas as coisas estavam perfeitamente normais...
Contudo, algo estava diferente.
Apesar de manter as mesmas rugas no mesmo rosto impassível, a cidade parecia olhá-la de um modo diferente. A garota podia ver, no âmago de sua coletividade, que aquele lugar tinha algo a lhe dizer.
Reparou em cada calçada, cada janela. Observou as árvores, os postes, as pessoas. Mas nada parecia ter a coragem suficiente para dizer o que estava acontecendo.
Durante todo o trajeto, sentiu seu coração apertar. Sua respiração tornou-se densa, quase um aglomerado de suspiros.
E então, sentiu saudade. Como um filho, que se despoja de seu lar para ganhar a vida... Como uma semente, que deixa os galhos reconfortantes da árvore progenitora para iniciar seu próprio ciclo.
Quando seus olhos mal podiam ver, de tão marejados, viu um carro, com a placa de outro lugar. Aquele lugar. Só então percebeu...
Sua cidade estava apenas se despedindo.
Todas as coisas estavam perfeitamente normais...
Contudo, algo estava diferente.
Apesar de manter as mesmas rugas no mesmo rosto impassível, a cidade parecia olhá-la de um modo diferente. A garota podia ver, no âmago de sua coletividade, que aquele lugar tinha algo a lhe dizer.
Reparou em cada calçada, cada janela. Observou as árvores, os postes, as pessoas. Mas nada parecia ter a coragem suficiente para dizer o que estava acontecendo.
Durante todo o trajeto, sentiu seu coração apertar. Sua respiração tornou-se densa, quase um aglomerado de suspiros.
E então, sentiu saudade. Como um filho, que se despoja de seu lar para ganhar a vida... Como uma semente, que deixa os galhos reconfortantes da árvore progenitora para iniciar seu próprio ciclo.
Quando seus olhos mal podiam ver, de tão marejados, viu um carro, com a placa de outro lugar. Aquele lugar. Só então percebeu...
Sua cidade estava apenas se despedindo.
sábado, 21 de julho de 2012
Wouldn't want to change a thing.
Aeroportos são ambientes cheios de inspiração bucólica. Sempre cheio de sentimento, de dores da partida, e expectativas da volta. Seja como for, aeroportos são, à sua maneira, especiais.
E foi em um aeroporto que eu derramei as lágrimas mais doces de que já me lembro.
Enquanto a escada saia da porta do avião, eu revivi todos os minutos daqueles dez dias. Cada momento parecia ter durado uma eternidade - infinito este que passou em segundos.
E apesar de já saber que isso aconteceria, lá estava eu, em choque com a experiência. Não há como se preparar para essas coisas, você sabe. O vazio chega arrebatador e impiedoso, como uma chuva inesperada de verão.
Aos poucos, o avião se movia, ainda lentamente. Enquanto ele dava ré, eu me lembrei daquela fatídica tarde, no portão de desembarque. Seu abraço, seu perfume. Suas mãos trêmulas, seu deslocamento em um lugar desconhecido, minha insegurança, eternamente presente.
O avião se virava, e a tarde no parque se arrastava com ele. A grama cheia de espinhos, o cão voraz, as crianças, o óculos. Sua frequência cardíaca, e minha insegurança. Seu calor, que fazia sumir meus medos. O sol na minha pele, que por mais que me queimasse, não me convencia a sair do seu abraço.
As luzes piscavam, e os assistentes de pista começavam a sair de perto da aeronave já posicionada. E o barulho das outras turbinas se misturava com o silêncio sepulcral da minha sala, durante o jantar. Começava a fazer frio, como na sala do cinema aonde vimos o último da Marvel. Frio que você fez questão de afastar com aquele abraço que só você sabe como dar.
E enquanto discutíamos sobre aonde estava o Cruzeiro do Sul, aparecia na tela das partidas que seu voo estava "decolando". Pura mentira, eu pensava. Ele ainda está aqui, e estará sempre que eu precisar. Estará ali ao lado, sempre que eu me frustrar com alguma coisa.
Pista livre, o avião começava a ganhar velocidade. Uma declaração apressada, um abraço corrido. O ar parecia insuficiente agora, como era quando você respirava todo ele perto do meu rosto, quando inspirávamos e expirávamos coerente e sincronizadamente.
E enquanto muitas famílias pediam para que os minutos passassem mais rápido, adiantando as chegadas, eu torcia para que o tempo voltasse, apenas duas horas, enquanto eu te acordava, sem imaginar que aqueles eram os momentos mais felizes que eu poderia ter em semanas.
Quando as rodas deixaram o chão, algo lá dentro de mim pareceu perceber o que estava acontecendo. Não é justo, eu pensava. Não é certo, não era pra ser assim. Você não devia ir, precisava continuar aqui, me atentando a cada dois minutos.
E quando eu perdi de vista as luzes que piscavam, meus olhos chegaram ao limite, transbordando o que eu tinha guardado durante esses dias. Me virei e desci as escadas com aquela cara vermelha e emburrada que você conhece bem. Não pode ser assim, não está certo, eu continuava pensando.
Ao pegar uma das entradas na BR, sem querer, levei a mão ao lugar aonde estaria seu joelho, enquanto você cantava Slide Away, na minha mente. Era mais do que eu conseguia aguentar.
Estava tão acostumada com seu abraço, que de repente me senti só, desolada.
E mesmo que você só tivesse ido há dez minutos, a falta que fez poderia ser descrita como uma ausência de décadas.
Seu cheiro, o som da sua risada. Suas mãos inconvenientes, seus passos leves se preparando para dormir na minha sala. Sua preocupação ao olhar em volta na praça, seu cuidado em me fazer feliz. Seus fatos constatados, sua ironia sobre minha preguiça.
E mesmo que eu fosse uma mestre na arte das palavras, não saberia descrever o quão sublime era perder para você nos jogos de sala, ou rir de você me deixando ganhar no xadrez.
E assim como eu, ninguém mais saberia explicar o campo eletromagnético criado entre nós dois. Ninguém saberia dizer porque nosso riso contagiava quem estava ao redor.
Este apartamento dificilmente será o mesmo, agora que você não está mais aqui. Mas aguarda ansiosamente pelo dia que seu sorriso voltará a iluminar as noites frias em que se transformará minha rotina daqui para frente.
E foi em um aeroporto que eu derramei as lágrimas mais doces de que já me lembro.
Enquanto a escada saia da porta do avião, eu revivi todos os minutos daqueles dez dias. Cada momento parecia ter durado uma eternidade - infinito este que passou em segundos.
E apesar de já saber que isso aconteceria, lá estava eu, em choque com a experiência. Não há como se preparar para essas coisas, você sabe. O vazio chega arrebatador e impiedoso, como uma chuva inesperada de verão.
Aos poucos, o avião se movia, ainda lentamente. Enquanto ele dava ré, eu me lembrei daquela fatídica tarde, no portão de desembarque. Seu abraço, seu perfume. Suas mãos trêmulas, seu deslocamento em um lugar desconhecido, minha insegurança, eternamente presente.
O avião se virava, e a tarde no parque se arrastava com ele. A grama cheia de espinhos, o cão voraz, as crianças, o óculos. Sua frequência cardíaca, e minha insegurança. Seu calor, que fazia sumir meus medos. O sol na minha pele, que por mais que me queimasse, não me convencia a sair do seu abraço.
As luzes piscavam, e os assistentes de pista começavam a sair de perto da aeronave já posicionada. E o barulho das outras turbinas se misturava com o silêncio sepulcral da minha sala, durante o jantar. Começava a fazer frio, como na sala do cinema aonde vimos o último da Marvel. Frio que você fez questão de afastar com aquele abraço que só você sabe como dar.
E enquanto discutíamos sobre aonde estava o Cruzeiro do Sul, aparecia na tela das partidas que seu voo estava "decolando". Pura mentira, eu pensava. Ele ainda está aqui, e estará sempre que eu precisar. Estará ali ao lado, sempre que eu me frustrar com alguma coisa.
Pista livre, o avião começava a ganhar velocidade. Uma declaração apressada, um abraço corrido. O ar parecia insuficiente agora, como era quando você respirava todo ele perto do meu rosto, quando inspirávamos e expirávamos coerente e sincronizadamente.
E enquanto muitas famílias pediam para que os minutos passassem mais rápido, adiantando as chegadas, eu torcia para que o tempo voltasse, apenas duas horas, enquanto eu te acordava, sem imaginar que aqueles eram os momentos mais felizes que eu poderia ter em semanas.
Quando as rodas deixaram o chão, algo lá dentro de mim pareceu perceber o que estava acontecendo. Não é justo, eu pensava. Não é certo, não era pra ser assim. Você não devia ir, precisava continuar aqui, me atentando a cada dois minutos.
E quando eu perdi de vista as luzes que piscavam, meus olhos chegaram ao limite, transbordando o que eu tinha guardado durante esses dias. Me virei e desci as escadas com aquela cara vermelha e emburrada que você conhece bem. Não pode ser assim, não está certo, eu continuava pensando.
Ao pegar uma das entradas na BR, sem querer, levei a mão ao lugar aonde estaria seu joelho, enquanto você cantava Slide Away, na minha mente. Era mais do que eu conseguia aguentar.
Estava tão acostumada com seu abraço, que de repente me senti só, desolada.
E mesmo que você só tivesse ido há dez minutos, a falta que fez poderia ser descrita como uma ausência de décadas.
Seu cheiro, o som da sua risada. Suas mãos inconvenientes, seus passos leves se preparando para dormir na minha sala. Sua preocupação ao olhar em volta na praça, seu cuidado em me fazer feliz. Seus fatos constatados, sua ironia sobre minha preguiça.
E mesmo que eu fosse uma mestre na arte das palavras, não saberia descrever o quão sublime era perder para você nos jogos de sala, ou rir de você me deixando ganhar no xadrez.
E assim como eu, ninguém mais saberia explicar o campo eletromagnético criado entre nós dois. Ninguém saberia dizer porque nosso riso contagiava quem estava ao redor.
Este apartamento dificilmente será o mesmo, agora que você não está mais aqui. Mas aguarda ansiosamente pelo dia que seu sorriso voltará a iluminar as noites frias em que se transformará minha rotina daqui para frente.
"Now the sky could be blue, could be grey,
without you I'm just miles away.
Oh, the sky could be blue, I don't mind,
without you it's a waste of time."
domingo, 24 de junho de 2012
Recente.
É estranho como nossa mente pode nos levar a diferentes situações.
Há dois dias, terminei de ler aquele livro que peguei emprestado. Mas por alguma razão, ainda estou presa naquele cenário da Europa pós Segunda Guerra.
Há uma neblina que ofusca o caminho meio metro a frente, e um sol que parece tão frio quanto o luar.
Há uma cidade arrasada e perdida em suas próprias lembranças, com suas ruas vazias e sujas.
Existem casais com belas histórias prontas para serem escritas, mas que permanecerão no anonimato - já que belas histórias caíram em desuso.
Existem pessoas que lamentam, que não concordam.
E existe alguém ali, completamente fora do contexto, vestida à moda dos anos 10, procurando algum lugar aonde possa se encaixar.
Há dois dias, terminei de ler aquele livro que peguei emprestado. Mas por alguma razão, ainda estou presa naquele cenário da Europa pós Segunda Guerra.
Há uma neblina que ofusca o caminho meio metro a frente, e um sol que parece tão frio quanto o luar.
Há uma cidade arrasada e perdida em suas próprias lembranças, com suas ruas vazias e sujas.
Existem casais com belas histórias prontas para serem escritas, mas que permanecerão no anonimato - já que belas histórias caíram em desuso.
Existem pessoas que lamentam, que não concordam.
E existe alguém ali, completamente fora do contexto, vestida à moda dos anos 10, procurando algum lugar aonde possa se encaixar.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Even when the music's gone...
Eu tinha me esquecido de como é prazeroso acordar.
Foram dias tão complicados, tão difíceis... Eu os tornei difíceis para você, pois como sempre, você não pode sair ileso de tudo isso. Era difícil fechar os olhos, e era muito pior abri-los.
Mas eu os abria, e eu engolia os dias de maio com fome de julho.
E agora, que chegam as férias, tudo parece maior do que eu imaginava.
Chegam as férias, chega você.
Chegam as noites frias aquecidas com um abraço e um cobertor de casal. Chegam as tardes abafadas em uma loja da Subway, ou em um parque qualquer ao som de um violão. Chegam as manhãs frescas e cinzentas.
Ah, as manhãs. A parte mais doce do dia. A hora em que você me relembra como é prazeroso acordar.
Meus dias difíceis me enchem de medo e agonia. Minhas noites ficam cada vez mais longas e frias.
E em uma noite fria, sem abraço ou cobertor de casal, eu sonho com uma doce manhã. Uma daquelas que você me promete há tanto tempo.
E nos devaneios, tão reais o quanto minha imaginação pode torná-los, eu te ouço me dizendo (como naquela canção) que nós ficaremos sãos e salvos.
Eu digo que sim, nós ficaremos. Com você por perto, não tem como ser de outra maneira.
"Our winter is coming."
Foram dias tão complicados, tão difíceis... Eu os tornei difíceis para você, pois como sempre, você não pode sair ileso de tudo isso. Era difícil fechar os olhos, e era muito pior abri-los.
Mas eu os abria, e eu engolia os dias de maio com fome de julho.
E agora, que chegam as férias, tudo parece maior do que eu imaginava.
Chegam as férias, chega você.
Chegam as noites frias aquecidas com um abraço e um cobertor de casal. Chegam as tardes abafadas em uma loja da Subway, ou em um parque qualquer ao som de um violão. Chegam as manhãs frescas e cinzentas.
Ah, as manhãs. A parte mais doce do dia. A hora em que você me relembra como é prazeroso acordar.
Meus dias difíceis me enchem de medo e agonia. Minhas noites ficam cada vez mais longas e frias.
E em uma noite fria, sem abraço ou cobertor de casal, eu sonho com uma doce manhã. Uma daquelas que você me promete há tanto tempo.
E nos devaneios, tão reais o quanto minha imaginação pode torná-los, eu te ouço me dizendo (como naquela canção) que nós ficaremos sãos e salvos.
Eu digo que sim, nós ficaremos. Com você por perto, não tem como ser de outra maneira.
"Our winter is coming."
"Just close your eyes,
The sun is going down.
You'll be alright,
No one can hurt you now.
Come, morning light,
You and I'll be safe and sound..."
Assinar:
Postagens (Atom)