Ontem, eu estava limpando meu quarto, depois de muitas ameaças da minha mãe.
Quando cheguei na escrivaninha, praguejei alto, afinal, ela estava cheia daquele pó que a borracha solta quando a usamos.
Enquanto eu limpava aquelas toneladas de pó de borracha, me coloquei a pensar.
Desde fevereiro, gastei duas borrachas inteiras, até o fim. Foram três meses e meio, e duas borrachas.
Quantos foram os erros que eu cometi, e precisei apagar? Quantos foram os rascunhos que eu fiz, refiz, passei a limpo, corrigi, e apaguei? Quantos pensamentos, medos, frustrações, e fatos eu deletei? Quantas verdades e mentiras eu eliminei?
Quem disse que a vida é um texto aonde não se usa borracha, está completamente errado.
Você não pode apagar o que escreveu à caneta, isso é fato. Mas você pode rascunhar. E com o passar do tempo, você pode passar tudo a limpo.
Precisamos errar. Precisamos ter dúvidas. Precisamos dessa oportunidade de reescrever nossos parágrafos. Precisamos esquecer nossas falhas de coerência e coesão, precisamos corrigir erros de ortografia.
Nós podemos fazer isso. E a menos seu professor seja muito idiota, ele compreenderá - porque afinal, ele também foi aluno.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Por eles.
Não que eu já
não soubesse disso. Mas existe certa deferença entre “saber” e “viver”.
Ainda não
cheguei nem na metade do estágio de neurologia, mas já aprendi mais do que a
faculdade inteira poderia me ensinar. Não sei se são as crianças, os pais, ou
eu, mas tudo parece muito mais profundo agora.
É muito mais
do que simplesmente uma Paralisia Cerebral. É muito maior que uma Discinesia ou
uma Ataxia. É muito mais complicado que um déficit no Sistema Somatosensorial.
São tantos
‘tapas na cara’ por dia, que eu não saberia enumerar o que aprendi em apenas
dois meses. Eu, que sempre achei que tinha visto mais do que deveria nesses 18
anos, percebi que uma criança de 8 sabe viver melhor que eu, ainda por cima com
uma Paralisia Cerebral.
Como disse, eu
já sabia disso. Mas ainda não tinha visto, escutado, sentido. Não adianta...
Ainda que você seja crítico e filosófico como Confúcio, nunca saberá
absolutamente nada da vida, até que sinta tudo isso.
Minhas
crianças sabem tanto quanto Confúcio, disso eu tenho certeza. E me ensinaram
mais que todos os professores que eu já tive na vida.
Davi, Karen,
Gyovanna, Ricardo, Helô, Lívia, Francisco C. e Francisco S., Thiago, Rodrigo,
Hygor, Henrique, Mayra, Elias, Abel, Rômulo, Riberto, Laís, Larissa, Késia,
Gilherme, Paulo Vítor.
Ualison,
Lanylle, Emily, Eide, Maria das Dores, Alan, Matheus, Átilla, Dyonivan,
Josiane.
Gabriela, Gabriel O., Gabriel F., Kevem, Lucas, Luis, Elton, Moisés, João, Sâmela, Vinícius, Natair.
Gabriela, Gabriel O., Gabriel F., Kevem, Lucas, Luis, Elton, Moisés, João, Sâmela, Vinícius, Natair.
Obrigada por
me ensinarem que não se mata Leões chorando.
Há momentos na
vida em que tudo parece estar indo errado. São tantas preocupações, que até
mesmo dormir (meu hobby preferido) se torna difícil.
Se eu disser
que eu nunca quis abandonar o barco, largar tudo, eu estarei mentindo. Quem
nunca quis? Quem nunca se olhou no espelho, e viu o desespero nos olhos de
alguém que parece ser desconhecido?
Minha mãe
costuma dizer que cada problema é um Leão, e que devemos matar um Leão por dia.
“Não acumule
Leões, minha filha. Eles podem se juntar e derrubar você. Mas não tente matar
mais de um por dia, pois ou o primeiro te vence pela preocupação, ou o segundo
te vence pelo cansaço.”
Eu sempre
achei que alguém me ensinaria a lutar com os Leões. Meus pais, meus amigos, a
escola, os livros... Qualquer lição seria bem-vinda. Esperei, enquanto eu
envenenava meus Leões com o meu jeito conturbado de lidar com as coisas. Eu
sempre tinha um veneno em
mãos. Eu ia matando como dava.
Mas veneno é a
arma das mulheres, dos eunucos e dos covardes.
Hoje,
vivemos em uma sociedade aonde somos “culpados até que se prove o contrário”.
Eu preciso provar para o mundo que eu não sou covarde, que não sou incapaz. Eu
preciso aprender a lutar.
Posso morrer tentando matar meus
Leões, mas ao menos, lutei com dignidade.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Transcrever.
"Depois dos turbulentos dias de trocentas imagens idiotas do "Enquanto isso em Goiás", BBB, a $%@#*! ...anadá, a febre dos signos ¬¬; nosso querido facebook retorna aos dias pacatos "forever alone in the dark, side of the moon" - isso mesmo, beeem exageraaado, com seus milhares de textos do CFA, Clarice Lispector, Shakespeare - muito bons por sinal, tão bons que não merecem fragmentos de seus trabalhos jogados aleatoriamente como indiretas. Liberdade de expressão?? Claro, mas é preciso fazer bom proveito.
Só penso que, ao querer chamar a atenção de alguém, nada melhor que falar diretamente para a pessoa. A menos quando se quer passar de vítima afim de atrair outros interessados (o que considero boa estratégia, porém não é a melhor). É natural expressar o que se sente, natural e necessário. Não estou fazendo apologia a frieza, ou a falta de sensibilidade. Até acho importante uma boa dose de romantismo nessa era onde sentimentos são tão superficiais. Ser honesto com o que se sente hoje em dia é como estar numa cesta de maçãs podres, e mesmo assim estar imune a podridão. Que profundo isso... Rsrs... Voltando ao assunto central, só quero dizer que não adianta ficar ai chorando pitangas, sempre existe um(a) cafa tomando conta do caso. Valorizem-se! ps.: Isso não é indireta pra ninguém, apenas um desabafo!"
Só penso que, ao querer chamar a atenção de alguém, nada melhor que falar diretamente para a pessoa. A menos quando se quer passar de vítima afim de atrair outros interessados (o que considero boa estratégia, porém não é a melhor). É natural expressar o que se sente, natural e necessário. Não estou fazendo apologia a frieza, ou a falta de sensibilidade. Até acho importante uma boa dose de romantismo nessa era onde sentimentos são tão superficiais. Ser honesto com o que se sente hoje em dia é como estar numa cesta de maçãs podres, e mesmo assim estar imune a podridão. Que profundo isso... Rsrs... Voltando ao assunto central, só quero dizer que não adianta ficar ai chorando pitangas, sempre existe um(a) cafa tomando conta do caso. Valorizem-se! ps.: Isso não é indireta pra ninguém, apenas um desabafo!"
Ah, como é bom ver, através de palavras alheias, seus próprios sentimentos.
(Texto gentilmente cedido por Fernanda Prestes dos Santos, em 24 de janeiro de 2012. )
No more dreaming like a girl, so in love with the wrong world.
Sem dúvida alguma, a vida não é fácil, para ninguém.
Passamos por diversas fases - umas melhores que as outras; mas na maior parte do tempo, travamos uma dura batalha contra diferentes inimigos (que podem ser o tempo chuvoso, um professor que não vai com a tua cara, seu sistema imunológico, ou até mesmo seu ID).
Seja como for, nem mesmo o mais racional dos indivíduos consegue sobreviver ao mundo real. Não sem sonhar um pouco. Na busca pela felicidade (que renderá um post em breve), nossa mente cria situações, possibilidades, esperanças e ilusões, para evitar que percamos a sanidade. Mas este é um artifício traiçoeiro.
Ao me matricular para o 8º período, encontrei com os pais de uma colega de sala. Falamos um pouco sobre muita coisa, e por incrível que pareça, foram pais alheios que me deram um dos melhores conselhos que eu já ouvi.
Conversando sobre o futuro, eles me questionaram que área pretendia seguir. Então, compartilhei com eles alguns dos meus planos. O Pai, surpreso com o que eu disse, questionou: "Mas só isso? Alguém como você não pode sonhar com tão pouco."
Eu, então, respondi: "Bem, existe uma certa diferença entre 'sonho' e 'ilusão'."
A Mãe, por sua vez, disse: "Paola, sonhos podem virar realidade. Ilusões podem virar sonhos - e também podem se tornar reais. Se você se deu ao trabalho de sonhar, sonhe alto. E corra atrás."
Neste dia, meu querido leitor, aprendi que nós precisamos nos iludir. Não só para manter o equilíbrio do Superego, mas também para conhecermos a nós mesmos, e encontrar algo que estava perdido dentro da nossa propria mente.
Você já se desiludiu? Se você tem mais de 6 meses de idade, com certeza.
Dói. É frustrante, desperta os piores sentimentos que você pode experimentar. Raiva, impotência, desamparo, desespero, desconfiança, medo, desânimo. Parece que a vida traiu você.
Mas depois de um tempo, você se sente bem, como se nada pudesse te afetar. É como sair de um feitiço. Seus olhos se abrem, você retoma sua sensibilidade normal. Sua mente volta a pensar direito, seu corpo corresponde às ordens do cérebro, sua respiração deixa de ser pesada.É algo como acordar de um sonho - seja ele bom ou ruim.
Esse "acordar de um encanto" figura entre uma das melhores sensações que a vida, essa dama traiçoeira, me proporcionou até hoje.
Passamos por diversas fases - umas melhores que as outras; mas na maior parte do tempo, travamos uma dura batalha contra diferentes inimigos (que podem ser o tempo chuvoso, um professor que não vai com a tua cara, seu sistema imunológico, ou até mesmo seu ID).
Seja como for, nem mesmo o mais racional dos indivíduos consegue sobreviver ao mundo real. Não sem sonhar um pouco. Na busca pela felicidade (que renderá um post em breve), nossa mente cria situações, possibilidades, esperanças e ilusões, para evitar que percamos a sanidade. Mas este é um artifício traiçoeiro.
Ao me matricular para o 8º período, encontrei com os pais de uma colega de sala. Falamos um pouco sobre muita coisa, e por incrível que pareça, foram pais alheios que me deram um dos melhores conselhos que eu já ouvi.
Conversando sobre o futuro, eles me questionaram que área pretendia seguir. Então, compartilhei com eles alguns dos meus planos. O Pai, surpreso com o que eu disse, questionou: "Mas só isso? Alguém como você não pode sonhar com tão pouco."
Eu, então, respondi: "Bem, existe uma certa diferença entre 'sonho' e 'ilusão'."
A Mãe, por sua vez, disse: "Paola, sonhos podem virar realidade. Ilusões podem virar sonhos - e também podem se tornar reais. Se você se deu ao trabalho de sonhar, sonhe alto. E corra atrás."
Neste dia, meu querido leitor, aprendi que nós precisamos nos iludir. Não só para manter o equilíbrio do Superego, mas também para conhecermos a nós mesmos, e encontrar algo que estava perdido dentro da nossa propria mente.
Você já se desiludiu? Se você tem mais de 6 meses de idade, com certeza.
Dói. É frustrante, desperta os piores sentimentos que você pode experimentar. Raiva, impotência, desamparo, desespero, desconfiança, medo, desânimo. Parece que a vida traiu você.
Mas depois de um tempo, você se sente bem, como se nada pudesse te afetar. É como sair de um feitiço. Seus olhos se abrem, você retoma sua sensibilidade normal. Sua mente volta a pensar direito, seu corpo corresponde às ordens do cérebro, sua respiração deixa de ser pesada.É algo como acordar de um sonho - seja ele bom ou ruim.
Esse "acordar de um encanto" figura entre uma das melhores sensações que a vida, essa dama traiçoeira, me proporcionou até hoje.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Again, and again, and again.
Rotina.
Algo que te sufoca, te exige. Algo que determina boa parte das suas ações, das suas opiniões, da sua personalidade. O impressionante, é que sem ela, você se vê em uma situação aberta, perdida.
Liberdade em demasia sempre se mostra, na verdade, como amarras da alma.
Durante o tempo "livre", minhas ações parecem vazias, infundadas, sem porque. Meus planos parecem impossíveis; minhas habilidades inúteis, meus sonhos, distantes. Eu não vivo, apenas existo.
E é assim que se fecha mais um dos meus ciclos. Quando eu finalmente encontro a direção correta, quando a luz do amanhecer se espalha no céu, a neblina fica cada vez mais densa, me impedindo de ver o que está adiante - e até mesmo o que já se passou.
Mas depois de caminhar perdida por algum tempo, o sol se levanta em direção ao oeste, e a neblina desaparece. O mundo parece mais vivo, brilhando na claridade do dia. Tudo é possível e absolutamente belo, de uma maneira indescritível. Minha vida é mais agitada, e faz sentido. Todas as minhas ações e conclusões resplandecem como um lago reluzindo o céu.
E cai a tarde. As nuvens tomam conta do azul, dando sobriedade aos meus dias. Talvez o tempo se torne nublado, talvez não... Mas sempre, durante as tardes, sigo o hábito de pensar no amanhã. Eu imagino o que será do meu dia, depois que a lua se for, oprimida pela imponência do astro-rei. Mas também imagino como serão os próximos minutos, assim como imagino os próximos anos.
Então, o sol começa a se por, revelando a mais bela hora do dia. É no poente em que eu percebo como foi produtivo o dia, como eu cresci, o quanto eu aprendi. Olhando aquela pintura cheia de diferentes tons e cores, é mais fácil sorrir. Pois no final das contas, eu sobrevivi mais uma vez, pude ver novamente o céu se escurecer - mesmo que o dia não tenha acabado ainda.
Nessa hora do dia, eu me sinto realizada. É como eu sempre dizia a um amigo: "meu dia foi cansativo, mas produtivo." Assim, vendo o que fiz, e o que ainda está por vir, eu sinto algo muito próximo da felicidade plena.
Finalmente o sol se põe, e chega a hora de descansar. A escuridão toma conta de tudo, e as estrelas aparecem, uma a uma. E é em meio ao nada, apenas com as estrelas para iluminar, que aparecem os medos e as incertezas. Na solidão fria da noite, aonde ninguém pode me ver, eu percebo cada fio que deixei solto, cada buraco que não consegui tampar. Neste momento, as 20 horas que eu vivi, parecem ter sido completamente em vão. A felicidade do poente parece muito distante, e ainda faltam mais 9 horas para o céu se tornar claro novamente.
Passa-se da meia noite, e a madrugada se deita sobre mim, e me envolve, como um cobertor grudento. E enquanto a cidade dorme, perdida nas imagens de seu subconsciente, minha mente funciona cada vez mais depressa. Eu busco incessantemente por uma nova maneira de levar a vida, com medo de perder o motivo que tenho para acordar no outro dia.
E no meio da tempestade cerebral, surge um lapso de sanidade - e tudo parece fazer sentido novamente. E com a serenidade da brisa das 2 da manhã, e a sabedoria de quem já viveu um dia inteiro (e sobreviveu), me deito na cama, fecho os olhos, e adormeço, torcendo para me lembrar daquele motivo especial que eu uso para me levantar todos os dias.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Gentle impulsion.
No meio do caos, tentamos apenas sobreviver. Nos esquecemos das coisas pequenas, aquelas que nos fazem seres humanos. Nos esquecemos do voo dos pássaros, das cores do céu no poente.Esquecemos de respirar, e de realmente pensar. Apenas raciocinamos, o tempo todo.
Mas a vida não é só raciocinar, é também sentir. Isso não é deixar de ser racional. Pelo contrário.
Esquecemos os nossos valores, nossos princípios, nossas vontades, nossas vocações. Esquecemos de quem realmente importa, do que realmente importa. Esquecemos que os músculos da face também servem para sorrir, e que por sua vez, os músculos dos braços também conseguem abraçar.
Esquecemos que quem mais precisa pode ser exatamente aquele que não pede ajuda. Olhamos as coisas com tanto foco, que perdemos a visão periférica. Nos esquecemos que há causas maiores que aquela que abraçamos, por mais nobre que ela seja.
Esquecemos que nem tudo possui uma explicação. Na verdade, sim, tudo tem um porque... Mas existem coisas que são tão simples, ou tão complexas, que nossos olhos jamais detectarão, nossa mente jamais acompanhará.
Esquecemos que não precisamos ter tudo sob rédeas firmes... Perder o controle algumas vezes é a melhor opção - ou é isso, ou se perde a sanidade.
Esquecemos que o mundo não cabe nos nossos braços, que ele precisa de um pouco mais do que podemos oferecer. Esquecemos que não podemos oferecer tudo, embora muitas vezes essa seja a vontade.
Esquecemos que, por mais perfeita que esteja a visão, nem sempre é o olhar correto. Por mais lúcida que seja a mente, nem sempre é a decisão mais sensata. Por maior que seja o conhecimento, nem sempre ele forma o melhor conceito. Esquecemos que são as coisas imprevisíveis que fazem o hoje diferente do ontem.
Nos esquecemos que a maior prova de carinho e confiança não está em um texto, um abraço, um sorriso ou uma atitude - mas sim, no olhar, ou na lágrima que teima em ali permanecer.
E de repente, nos damos conta de que esquecemos do que é viver.
Mas a vida não é só raciocinar, é também sentir. Isso não é deixar de ser racional. Pelo contrário.
Esquecemos os nossos valores, nossos princípios, nossas vontades, nossas vocações. Esquecemos de quem realmente importa, do que realmente importa. Esquecemos que os músculos da face também servem para sorrir, e que por sua vez, os músculos dos braços também conseguem abraçar.
Esquecemos que quem mais precisa pode ser exatamente aquele que não pede ajuda. Olhamos as coisas com tanto foco, que perdemos a visão periférica. Nos esquecemos que há causas maiores que aquela que abraçamos, por mais nobre que ela seja.
Esquecemos que nem tudo possui uma explicação. Na verdade, sim, tudo tem um porque... Mas existem coisas que são tão simples, ou tão complexas, que nossos olhos jamais detectarão, nossa mente jamais acompanhará.
Esquecemos que não precisamos ter tudo sob rédeas firmes... Perder o controle algumas vezes é a melhor opção - ou é isso, ou se perde a sanidade.
Esquecemos que o mundo não cabe nos nossos braços, que ele precisa de um pouco mais do que podemos oferecer. Esquecemos que não podemos oferecer tudo, embora muitas vezes essa seja a vontade.
Esquecemos que, por mais perfeita que esteja a visão, nem sempre é o olhar correto. Por mais lúcida que seja a mente, nem sempre é a decisão mais sensata. Por maior que seja o conhecimento, nem sempre ele forma o melhor conceito. Esquecemos que são as coisas imprevisíveis que fazem o hoje diferente do ontem.
Nos esquecemos que a maior prova de carinho e confiança não está em um texto, um abraço, um sorriso ou uma atitude - mas sim, no olhar, ou na lágrima que teima em ali permanecer.
E de repente, nos damos conta de que esquecemos do que é viver.
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