terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desenterrando...

Era bom estar de volta.
Mas até quando aqui eu permaneceria?




Percebi que não adiantava correr, mudar, dar pausas, ser outro ser.
O problema estava aqui dentro, fora de mim.
Era a única coisa que eu não poderia deixar... Mas era o que eu precisava abandonar.
Não adiantava fugir do caminho que escolhi. Misantropia não favoreceria meu estado. Férias não seriam suficientes. O esforço, que não fiz, seria vão.

Mesmo cansada de ter paciência, não me resta outra escolha... 
Até que eu possa, finalmente, me libertar da prisão velada em que me coloquei inconscientemente, e sem outras opções.
Não, não vão cair soluções do céu, e não há nenhuma que eu possa criar.
Esperar é a palavra de ordem, acompanhada pela coadjuvante suportar.



Porque "um problema adiado, é um problema negado".

Um pouco mais de Duke, o chargista:












That's All, Folks!
Essa vai para você, que adora ver entrevistas de tragédias nos telejornais.

"Pobres vivem dizendo que não tem nada, mas quando acontece alguma coisa, falam que perderam tudo."





Fonte: http://www.dukechargista.com.br/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Para quem se sente tão importante quanto uma lata de ervilha vazia.

Busque o mundo inteiro. Revolva montanhas, mate dragões. Faça um jejum de oitenta dias, leia todos os livros e dicionários existentes.
Consulte especialistas, sábios, médiuns, ou até mesmo meus pais.
Mas eu duvido que você descubra qual é a frase que eu mais admiro.

Ou você pode simplesmente me perguntar, e eu responderei com satisfação:


"Senti sua falta."

Definitivamente... Talvez.

Foi um ano tortuoso e árduo, difícil de terminar. Por 3 meses, eu fiquei presa em algum lugar dentro da minha mente, perdida como no Labirinto de Dédalo, sem o novelo de Ariadne para me guiar.
(Aqui eu presto meus agradecimentos ao meu querido amigo distante, que foi o mortal que me guiou através das esquinas e encruzilhadas do labirinto.)

Eu estava sentindo falta de muitas coisas, de mim mesma, talvez. Bem na verdade, nunca me abri para pensar sobre o que foram aqueles fatídicos três meses. Quem sabe mais tarde, daqui uma semana. Mas o que sei, é que eu estive completamente fora de mim, não sabia quem eu era.

Se alguém me perguntasse sobre minha personalidade, do que eu gostava, quem e quantos eram meus verdadeiros amigos, se eu tinha planos para o futuro, se eu estava gostando de alguém, eu não saberia responder. Era algo excruciante, perder sua identidade, se perder de si mesmo. Você apenas vive, sem um propósito, sem um querer. Como um zumbi, ou uma alma condenada a vagar pelo mundo até que algo a liberte.

E do nada, passou. Como se eu tivesse acordado de um sonho ruim.
Mas aquele sonho me mudou muito, mais do que eu gostaria de admitir. Eram muitas coisas ao mesmo tempo, eu não sabia para onde olhar. Eu não queria voltar para o pesadelo, mas não sabia se ele podia ser pior que a realidade.

Então, eu percebi que não era feliz... era como se eu estivesse me afogando. Inevitável. Irremediável. Eu sacudia meus braços para cima, mas não encontrava uma mão para segurar. Por alguns momentos, (nos quais eu achava que seria o fim daquilo tudo) alguma coisa me empurrava para cima, e me sustentava na superfície, para que eu pudesse respirar. Mas logo que esse empuxo se esvaía, eu voltava para as águas turvas e frias.

Eu não estava sendo eu mesma. 17 anos convivendo comigo, e eu não sabia quem eu era... Como eu podia ser eu, se eu ao menos me conhecia? Acho que eu estava seguindo às cegas, por um caminho que, eu não sabia como, mas me parecia o mais sensato.

Eu tentei me lembrar do que eu sentia, quando era cada tipo de pessoa. Já fui muitas coisas durante esses míseros 17 anos, mais do que você, que lê esse post longo, possa imaginar. E vi que em nenhuma das Paolas que fui, eu estava satisfeita. Tanto, que mudava de Paola com frequência. E eu achava que eu era essa inconstância, sendo que eu ainda não tinha me encontrado.

E por fim, acho que me encontrei. Mas me encontrei em uma das personificações que eu mais temia... Aquela que vai contra a maioria das coisas que eu prezava, contra meus sonhos mais profundos. Aquela que contraria as teorias insanas de Freud, que vai na contramão do empírico. Me tornei algo diferente de tudo que já vi, diferente do que foi mostrado para os meus próximos. Algo que eu não queria ser, a princípio.
Mas eu me sinto bem assim, como nunca me senti.

Eu tinha todos os sinais diante dos meus olhos, mas era como um quebra-cabeça com peças faltando. Algo me impedia te me moldar, eu não sabia o que era. E ainda não sei.


Mas o que importa, é que eu encontrei todas as peças, e agora, terminarei de montar o quebra-cabeça. Assim que terminar, colocarei em uma moldura, e tentarei decifrar a imagem. Vai ser, no mínimo, divertido.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

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Eu só não gosto.
Aliás, eu simplesmente odeio.


Mais que homofóbicos, lavar os sapatos dos meus pais, vinho chadornay, George Bush, ralar os dedos, dor de dente, Ares, Crepúsculo, ser ignorada, pagode, funk, cigarro, pedófilos.


Assim que me pedem, meu corpo reage sozinho.


Primeiro, eu fecho os olhos e respiro fundo.
Depois, minha garganta dá um nó, e minhas mãos se fecham.
Por último, meus olhos se inundam, e todo o meu corpo treme de raiva, por horas.




Não sei porque, não sei como, mas desde a primeira vez, eu detesto. E isso, pra mim, é tão sério quanto um plano de tratamento fisioterapêutico.






Nunca me peça para fazer um bauru ou um sanduíche de presunto esquentado na sanduicheira...
Você pode até ganhar seu sanduíche, mas perde uma amiga que pode ser útil para muitas outras coisas.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Às vezes, eu tenho a impressão que nada no mundo pode me derrubar. 
E se algo derrubar, eu sei que logo conseguirei me levantar.


Mas aquilo que tem por obrigação de me estender a mão, é a unica coisa que me derruba de uma forma sutil e leve. E eu caio de uma maneira que eu olhe para cima, e acredite que nunca mais ficarei em pé. Mesmo com ajuda.

Por que?



"E eu sei que você tem todo o direito de não gostar disso, mas não tem absolutamente nada que você possa fazer pra melhorar a situação."

E por que essa é a frase que eu mais odeio escutar?



Eu me levanto sim, como sempre. Mas só quero saber até quando vou ter que passar por isso.